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Fim da Cracolândia completa um ano com ações integradas e queda de 70% nos roubos

 




Um ano após o fim da Cracolândia, na região central da capital paulista, a área registra queda nos roubos e já começa a colher os resultados da ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos, que tem levado uma nova perspectiva de vida a ex-frequentadores da extinta cena aberta de uso de drogas. O avanço é resultado de um conjunto de ações integradas do Governo de São Paulo nas áreas de segurança, saúde e assistência social, em parceria com a prefeitura da capital, que levou ao esvaziamento definitivo da Cracolândia em maio do ano passado.

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O fluxo de venda e consumo de drogas, que chegou a concentrar cerca de 2 mil usuários na rua dos Protestantes e se deslocou ao longo de décadas por vias como Helvétia, Dino Bueno, Alameda Cleveland e Praça Princesa Isabel, foi desmontado após uma série de ações coordenadas. A desocupação total da rua dos Protestantes, em maio de 2025, simbolizou o fim da Cracolândia como problema estrutural no centro da cidade.

Queda nos roubos

Os roubos nos 3º e 77º Distritos Policiais, que cobrem a região dos Campos Elíseos e Santa Cecília, caíram 70%, passando de 2.905 casos no primeiro trimestre de 2023 para 881 ocorrências no mesmo período de 2026. A região passou do maior número de roubos em 14 anos para o menor. Já o Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas realizou 39,3 mil atendimentos desde 2023 e encaminhou nove em cada dez pacientes para tratamento especializado, enquanto as Casas Terapêuticas acolheram 1.368 pessoas em unidades voltadas à reinserção social, emprego e retomada de vínculos.

“Durante décadas, muita gente disse que a Cracolândia era um problema sem solução. Mas com decisão política, integração entre as forças de segurança, saúde, assistência social e presença firme do Estado, é possível enfrentar esse desafio histórico”, afirmou o vice-governador Felício Ramuth, que coordenou as ações integradas do Estado na região.

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